terça-feira, 27 de setembro de 2016

3˚ Festival Kino Beat - Programações Gratuitas

Toda a programação do 3˚ Festival Kino Beat é gratuita, mas fique atento que para alguns locais é necessário a retirada do ingresso a partir de uma hora antes dos espetáculos.



05.10 Teatro do SESC - Retirada de ingressos a partir das 18h
05.10 Galeria Península - Sem ingressos
06.10 Theatro São Pedro -Retirada de ingressos a partir das 20h
07.10 Instituto Goethe - Retirada de ingressos a partir das 18h
07.10 Galeria Ecarta - Sem ingressos
08.10 Teatro do SESC - Retirada de ingressos a partir das 18h
09.10 Teatro do SESC - Retirada de ingressos a partir das 17h



segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Gravação Ruídos Urbanos

Gravação do programa de rádio arte Ruídos Urbanos, pelo coletivo Sopapo de Mulheres com participação especial de Isabel Nogueira do grupo Medula, uma aproximação feita pelo Festival Kino Beat como parte de sua programação. 

Mais informações no link:

https://ruidosurbanospoa.wordpress.co...


3˚ Festival Kino Beat de 05 a 09 de outubro 2016.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Entrevista: Érica Alves no LOFT55

Érica Alves se apresenta na abertura da exposição  The Dance Party dia 08/10 na Galeria Ecarta, e falou com exclusividade ao Loft 55.

"A música eletrônica hoje é um dos estilos musicais com mais potencial de transformação no Brasil. O funk carioca já é um caso comprovado, sendo hoje uma das maiores expressões populares do país, mas que ainda incomoda as estruturas de poder. O sucesso comercial do funk é uma imensa superação social e cultural das classes urbanas mais baixas do Brasil. Pensando em outros estilos eletrônicos, no caso de São Paulo, quando surgiram as raves das periferias com os cybermanos, o movimento foi duramente reprimido pelo Estado."



Confira a entrevista com Érica Alves

terça-feira, 20 de setembro de 2016

3˚ Festival Kino Beat - Atração do 5˚ dia

O festival se encerra no dia 09 de outubro no Teatro do SESC, com a performance de live cinema do francês Vincent Moon. Essa apresentação tem o apoio da Aliança Francesa de Porto Alegre. 

Fazendo parte da “nova geração de cineastas” segundo a Cinemateca Francesa, o francês Vincent Moon revolucionou o conceito de vídeo clipes e o jeito de filmar música em todo o mundo. Criou vídeos para artistas como R.E.M, Tom Jones e Arcade Fire, e no Brasil trabalhou com artistas como Tom Zé, Elza Soares e Ney Matogrosso. Percorrendo o mundo com sua câmera e seu computador na mochila, faz filmes etnográficos experimentais de forma independente, registrando cenas folclóricas, músicas sagradas e rituais religiosos .




Na performance et/errances Vincent se transforma em um tecnoxamã, induzindo o público através de suas máquinas á transes audiovisuais. Os guias espirituais que regem esses experimentos, são as imagens nômades e os sons extraterrestres que habitam os seus HDs enfeitiçados. Dessa criação efêmera e sempre inédita emerge um espaço mágico entre cinema, música e espiritualidade.   




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3˚ Festival Kino Beat - 05 a 09 e outubro
Teatro do SESC - Av. Alberto Bins, 665 - Centro
09/10 -18h- Entrada Franca
Distribuição de ingressos a partir das 17h.

Evento Facebook:

sábado, 17 de setembro de 2016

3˚ Festival Kino Beat - Atrações do 4˚ dia

No dia 08 de outubro no teatro do SESC, dois espetáculos multimídia apresentam de formas distintas possibilidades do uso de tecnologias digitais, som e luz.

Com o apoio da Aliança Francesa o francês Alex Augier apresenta pela primeira vez no país a performance oqpo_oooo. A matéria-prima de fluxos digitais serão projetadas em uma estrutura em forma de cubo medindo 3 metros. Manipulado em tempo real de forma generativa, a estética visual é uma explosão de fractais e abstração matemático digital. O som eletrônico interage de forma simbiótica com a imagem e também é criado ao vivo. A posição do cubo no palco induz ilusões visuais que se ampliam a medida que Alex altera alguns parâmetros.



oqpo_oooo / Official Teaser from alexaugier on Vimeo.

Na sequência o paulista Matheus Leston retorna ao Kino Beat com o seu novo trabalho, Menos.  Um computador analisa os diversos canais de áudio e controla, em prefeita sincronia, um sistema de iluminação composto por uma série de 16 barras de led posicionadas ao redor do músico. Utilizando apenas uma bateria eletrônica para gerar todos os sons através de improvisações.



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Serviço:
3˚ Festival Kino Beat - 05 a 09 de outubro
Teatro do SESC - Av. Alberto Bins, 665 - Centro
19h- Entrada Franca
Retirada de ingressos a partir das 18h

Evento facebook:
https://www.facebook.com/events/305406053160665



quinta-feira, 15 de setembro de 2016

3˚ Festival Kino Beat - Atrações do 3˚ dia

No dia 07 de outubro no auditório do Instituto Goethe será apresentada a performance de dança multimídia, Three Dreams da japonesa Junko Wada, com luz e música ao vivo do aclamado artista alemão Hans Peter Kuhn.

Junko Wada é uma pintora e performer que percebeu que o ato da pintura em grande escala tem muita relação com o corpo, e que pintar é uma espécie de dança na frente da tela em branco.  A partir da premissa de pintura, dança e corpo a artista desenvolveu o seu próprio estilo, e percorreu o mundo para apresentá-lo.



http://junkowada.de/

Hans Peter Kuhn trabalha essencialmente com som e luz, criando instalações e performances para os principais museus e instituições do mundo. Durante 20 anos foi colaborador do diretor de teatro Bob Wilson, criando trilhas e soluções criativas em som e luz. Juntos receberam o Leão de Ouro na Bienal de Veneza em 1993 com a instalação “Memory Loss”.






Wada and Kuhn vivem e trabalham entre a Alemanha e o Japão. Three Dreams é a primeira performance em conjunto dos dois no Brasil.

http://www.goethe.de/ins/gb/lp/prj/mtg/men/kun/kuh/en8641260.htm

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3˚ Festival Kino Beat - 05 a 09 de outubro
19h @ Instituto Goethe
24 de outubro, 112 - Independência
Entrada Franca (Retirada de ingressos a partir das 18h)
Evento Facebook:
https://www.facebook.com/events/315036322182545/
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Ainda no dia 07 de outubro inaugura a exposição The Dance Party na galeria de arte da Fundação Ecarta, e fica em cartaz até o dia 11 de novembro. A partir do campo da arte – e em relação direta com a música – a exposição pretende investigar alguns aspectos referentes à cultura das pistas de dança. Trata-se de um fenômeno que já data de pelo menos quatro décadas desde sua formatação em clubes noturnos de cidades como Nova York e Londres, exercendo influência nos costumes, na política, no consumo e na produção artística global. A exposição coletiva, traz artistas brasileiros e estrangeiros que, de algum modo, investigam a cultura, seus fundamentos e implicações. A curadoria é de Leo Felipe e Gabriel Cevallos.


Se apresenta ao vivo na Galeria a cantora, compositora e produtora musical do Rio de Janeiro radicada em São Paulo Érica Alves. Suas canções autorais, apresentadas ao vivo em formato eletrônico com sintetizadores e drum machines, exploram sonoridades que vão do experimental ao house/techno, do trip-hop ao pós-punk.  


https://soundcloud.com/ericaalves

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Serviço:
3˚ Festival Kino Beat - 5 a 9 de outubro
The Dance Party -  Abertura 19h:30min do dia 7 de outubro até 11 de novembro
Galeria Ecarta - Av. João Pessoa, 943 - Cidade Baixa

Evento Facebook:
https://www.facebook.com/events/303351013358212/

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

3˚ Festival Kino Beat - Atrações do 2˚ dia

No dia 06 de outubro o histórico Theatro São Pedro será palco da nova música experimental e eletrônica da Suécia, em formato de espetáculos audiovisuais. Com o apoio da Embaixada da Suécia no Brasil, os artistas de Estocolmo Quiltland e Moon Wheel se apresentam pela primeira vez no Brasil, com apresentações únicas em Porto Alegre. 

A apresentação de Moon Wheel no Kino Beat resulta de uma imersão de 3 dias na região dos canyons em Cambará do Sul, no interior gaúcho. Através de gravações de campo, os sons captados na natureza serão processados e apresentados ao vivo pelo artista.

Moon Wheel é o projeto de Olle Holmberg, artista multidisciplinar Sueco, compositor e performer. Suas composições são inspiradas pela “natureza, história e nomadismo”, sons sintetizados e orgânicos, que evocam climas etéreos e fantasmagóricos. De um início pontuado pela estética esotérica e sintetizações cósmicas dos anos 70 e 80, o som de Moon Wheel sofreu inevitavelmente influências da infame paisagem techno de Berlim. Buscando teorias de ecossistemas e processos geológicos a serem traduzidos em desenhos de sons abstratos.

Ele apresenta desde 2013 o programa The Journey na Berlin Community Radio, e em 2015 foi compositor em residência no cultuado EMS - electronic music studios em Estocolmo.
O artista de Porto Alegre Eduardo Taborda vai traduzir visualmente a pesquisa sonora do Sueco. 

http://www.moonwheel.org/





Quiltland é o pseudônimo da artista Frida-Li LoÅNvgren, seus shows são baseados em improvisos e por isso efêmeros, as suas influências são filtradas através de sequências de sonhos febris e paisagens sonoras surreais. Dos sonhos se cristalizam melodias dramáticas e cinematográficas, ambient music e experimentalismo eletrônico, em comunhão com toda a tradição da cultura pop ocidental. Frida produz todas as imagens projetadas no seu show, seguindo o mesmo conceito e influências da parte sonora.

Frida já se apresentou nos principais festivais da Escandinavia, como Sónar Stockholm, Norberg, Flow, Way Out West, entre outros.

www.quiltland.se


 




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Serviço:


3˚ Festival Kino Beat - 05 a 09 de outubro
Theatro São Pedro - Praça da Matriz - Centro Histórico
06/10 - 21h
Entrada Franca

Evento facebook:

https://www.facebook.com/events/1642342112733380/


terça-feira, 13 de setembro de 2016

3˚ Festival Kino Beat - Atrações do 1˚ dia

O festival abre dia 05 de outubro no Teatro do SESC com o espetáculo multimídia Forças, criado especialmente para o Kino Beat pelo grupo Medula de Porto Alegre, os 11 integrantes que se apresentam são ligados ao Grupo de Pesquisa em Criação Sonora da UFRGS encabeçado pelos professores Isabel Nogueira, Luciano Zanatta e Chico Machado. Além dos três professores- artistas do Instituto de Artes da UFRGS, a formação do grupo que se apresentará no Festival conta com Ricardo De Carli, Carlos Ferreira, Nikolas Gomes, Isadora Nocchi Martins, Ana Clara Matielo, André Brasil, Peter Gossweiler e Marçal Rodrigues.
 
Tomando como uma parte de sua motivação algumas das forças físicas que atuam sobre nosso planeta, misturando alta e baixa tecnologia, ações, objetos, textos e vídeos, a criação deste espetáculo foi desenvolvida justamente a partir destes entrelaçamentos, através de princípios criativos e composicionais que oportunizam a percepção dos aspectos processuais do seu fazer artístico técnico e inventivo.

Objetos grandes em contraste com pequenos objetos, sendo alguns construídos pelo grupo colocados ao lado de outros de tecnologia já consolidada, produzem tanto sons acústicos quanto amplificados, estabelecendo variações de intensidade na experiência acústica ao combinar adensamentos, beats e ruídos. A condução do show lida com rupturas e quebras de expectativa na percepção estética do ouvinte, utilizando o espaço cênico como parte e da experiência total do espetáculo.

Serviço:
Grupo Mudula lança o espetáculo Forças
19h no Teatro do SESC
Av. Alberto Bins, 665 - Centro
Entrada Franca (Distribuição de ingressos a partir das 18h)

Evento Facebook:
https://www.facebook.com/events/1684463738469868/





Na mesma noite a performance A FESTA PROFUNDA será realizada na Galeria Península. O trabalho é o resultado do laboratório de Performance realizado pelos artistas Marion Velasco (RS), Liana Padilha (RJ) e Bruno Mendonça (SP), entre setembro e outubro, na Galeria Península,  dentro do PPPP – Programa Público de Performances da Península projeto viabilizado pelo prêmio FAC/edital 2015 e com apoio do 3˚ Festival Kino Beat.

Esse encontro enfatiza o sonoro em performance e a experiência de vida em grandes cidades, pesquisas já desenvolvidas pelos artistas, no que se refere ao uso da voz (spoken word e cantada), poesia, música eletrônica e outras sonoridades. Apesar da parceria estabelecida entre os artistas, os três nunca se apresentaram juntos. Portanto, este é um encontro inédito.

Na FESTA PROFUNDA, além das vozes, serão utilizados instrumentos musicais de forma não convencional, tecnologias digitais e materiais ruidosos com grande expressividade plástica. Os líricos são criados, de forma independente pelos artistas, a partir de colagens de textos de outros artistas, de frases coletadas nas ruas, de sonhos e poesias inventadas. O projeto de luz é da artista visual Lucia Koch.

Serviço:

Performances:
05/10 - 20h:30min
08/10 - 16h:30min
Local: Galeria Península
R. dos Andradas, 351 - Centro Histórico
Entrada Franca
Evento facebook:
https://www.facebook.com/events/1614837042155098/






quinta-feira, 8 de setembro de 2016

3ª Festival Kino Beat

3ª Edição do Festival Kino Beat de Imagem e Som em movimento, traz atrações nacionais e internacionais inéditas para Porto alegre.


Entre os dias 05 e 09 de outubro acontece no Teatro do SESC, Instituto Goethe, Concha Acústica do Multipalco Theatro São Pedro, Galeria Ecarta e Galeria Península a 3˚ edição do Festival Kino Beat, que reúne diversas atrações nacionais e internacionais em apresentações com entrada franca.

O Kino Beat é um Festival de música, performances audiovisuais multimídia e artes integradas. A partir dos pilares, imagem (Kino) e som (Beat), apresenta artistas e atividades multidisciplinares, que utilizam de alta e baixa tecnologia para a criação dos seus trabalhos. O experimental, o sensorial e a imersão, são premissas para a composição da sua programação, assim como a busca por novas possibilidades e conexões artísticas.

O Festival tem como missão propor experiências, surpreender e desafiar, ao mesmo tempo tem a necessidade de formar e consolidar um público, ser um agente estimulador para artistas locais e um ponto de conexão com o mundo.

O 3˚ Festival Kino Beat  é uma realização do SESC-RS e Kino Beat, e conta com o apoio da Embaixada da Suécia no Brasil, Aliança Francesa, Instituto Goethe, Fundação Ecarta, Multipalco Theatro São Pedro e Galeria Península.

O Festival desse ano expande e descentraliza as suas atividades em comparação com as edições passadas, com 12 apresentações de 4 países diferentes em 5 espaços espalhados pela cidade.
A curadoria e idealização do Festival é do produtor cultural Gabriel Cevallos.





quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Festival Kino Beat apresenta KBEATS Vol.2 - Música Eletrônica Meridional



A coletânea KBEATS - Música Eletrônica Meridional, segue em sua segunda edição com o propósito de mapear e fomentar parte da nova produção de música feita no Rio Grande do Sul. Com um recorte de trabalhos que se utilizam de recursos digitais e eletrônicos em seus processos de criação, a compilação não se restringe a nenhum gênero musical, estimulando e valorizando a pluralidade que emerge das novas tecnologias.


Leia mais em:

loft55.com.br/menos-experimental-e-4x4-mas-mais-coeso-ouca-o-segundo-volume-da-kbeats/

credits


segunda-feira, 21 de março de 2016

Festival Kino Beat apresenta KBEATS Vol.1 - Música Eletrônica Meridional



Através de 16 músicas a coletânea virtual KBEATS Vol.1 - Música Eletrônica
Meridional busca mapear e fomentar parte da nova produção de música feita no Rio
Grande do Sul. Com um recorte de trabalhos que se utilizam de recursos digitais e
eletrônicos em seus processos de criação, a compilação não se restringe a nenhum
gênero musical, estimulando e valorizando a pluralidade que emerge das novas
tecnologias.

A música eletrônica se apresenta de muitas formas, a mais conhecida e acessível,
voltada para as pistas de dança, representada por gêneros cânones como House,
Techno, Disco, e suas variações. Novas vertentes nascidas a partir do fluxo de
informações da internet, como o Vaporwave e o Future Beats. Ainda por influências
experimentais do minimalismo, na desconstrução da canção, no uso de texturas 8-
bits, em fusões afro-brasileiras e no tão amado e odiado funk carioca.

Não é possível afirmar que existe um cenário consolidado e interligado, e tão pouco
uma sonoridade que represente essa nova produção eletrônica no Estado. O fator
em comum entre os artistas reside nas ferramentas e formas de produção, todos se
utilizam do computador como elemento central, seja na captação, manipulação do
som, ou no uso como plataforma para apresentações ao vivo.

Cada produtor, dentro de seu respectivo nicho, representa o novo paradigma do
artista independente no mundo digital, onde a importância da autopromoção e da
formação de micro redes de relacionamento e afinidade, determina boa parte do
sucesso e alcance do trabalho. A ligação com pequenos selos e até a criação de
selos próprios, é outro ponto de conexão entre os artistas.

A coletânea é uma iniciativa do Festival Kino Beat e tem a curadoria de Gabriel Cevallos.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Cobertura do 2˚ Festival Kino Beat

Um poucos das belas imagens produzidas entre os dias 06 e 09 de agosto de 2015 no Teatro do SESC e Multipalco Theatro São Pedro.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

2ª edição do festival Kino Beat

A segunda edição do Kino Beat aconteceu entre os dias 6 e 9 de agosto, no Teatro do Sesc Centro e no Multipalco Theatro São Pedro. O festival de música e performances audiovisuais multimídia tem a curadoria e idealização do DJ e produtor cultural Gabriel Cevallos, sendo um dos poucos no Brasil que se dedica a inovações artísticas experimentais no campo sonoro e visual. Comparado à edição de 2014, a segunda edição do Festival teve o dobro de dias e três vezes mais atrações: dez, entre nacionais e internacionais, sendo todas inéditas em Porto Alegre. 

Teatro do Sesc Centro - entre 6 e 8 de agosto

A primeira noite do Festival, no dia 6 de agosto, contou com Giuliano Obici e sua performance Laptop Coral, e com Castanha Remix, performance criada a partir do filme “Castanha” de Davi Pretto. Duas atrações distintas entre si, mas que se uniram no sentindo de apresentar ao vivo experimentos de som e imagem. 
A performance do Laptop Coral abriu a noite. Com 12 laptops no palco, as máquinas não só representavam pessoas, mas assumiam sua própria “humanidade” no momento que estabeleceram uma comunicação ruídosa, intercalada com silêncios, cores e códigos, entre elas e com o público. Giuliano não fez as máquinas cantarem como a maioria do público poderia esperar de um coral convencional: ele foi além e fez pulsar um coração em 12 laptops. 

 

Castanha Remix, feita especialmente para o Festival, foi gerida durante três meses por Gabriel Cevallos e Tomaz Klotzel. A performance desconstruiu o filme “Castanha”, de Davi Pretto, criando uma nova narrativa. O ator João Carlos Castanha interpretou partes do filme e improvisou textos de sua autoria. O palco foi transformado em um camarim, onde Castanha se preparava para seu número de dublagem. Enquanto isso, o artista multimídia Klotzel editava e projetava partes do filme e, com uma câmera, captava em tempo real as expressões de Castanha e as ampliava na tela. A performance se revelou uma peça de teatro multimídia melodramática, como o bolero de Tânia Alves que o artista dublou. A performance abordou a relação de Castanha com a mãe, com a morte e seus amores, sempre com seu habitual escracho, pelo qual é conhecido. A tecnologia foi a liga discreta e eficiente que conduziu esse experimento de dar vida, no palco, a um filme, criando uma nova história.

 
 

O músico gaúcho Pedro Dom, acompanhado de uma banda completa no palco, abriu a segunda noite do Kino Beat com o show de lançamento do seu primeiro disco solo. Foi a apresentação musical mais orgânica do Festival: durante uma hora, Dom fez um passeio jazzístico suave e harmônico - na sua maioria instrumental - mas com participações de dois MC's e dois cantores. Mesclou com maestria sua verve acadêmica e sua vivência de rua. Trouxe para o Festival um sentido enorme de amplitude na programação, do tamanho do seu talento.

 

Fechando a segunda noite, o artista multimídia Henrique Roscoe, também conhecido como HOL, apresentou Synap.sys, a apresentação mais densa do Festival. Um completo espetáculo audiovisual, repleto de metáforas e significados subjetivos. HOL controlava, em tempo real, som, imagem e lasers, com destaque para a guitarra midi, construída pelo próprio - com design que remetia visualmente às conexões das sinapses, que dá nome a performance. Alternando batidas retas e quebradas, atmosferas, ruídos e texturas eletrônicas, com o som futurista da guitarra e as imagens fractais, super 8 e outros grafismos, a apresentação foi uma viagem profunda nas emoções do artista mineiro.

 

A terceira e última noite do Festival no Teatro do Sesc começou com a estreia de Valmor Pedretti e Carlos Ferreira, com The Rise and Fall of Ice-Pick Lobotomy. A dupla gaúcha fez uma apresentação contemplativa e instigante: ambos tocaram guitarra, disparando samples e loops, gravando ao vivo ruídos de chaves, latas e frequências de rádio. Criaram uma aura de concerto contemporâneo no teatro, evocando o espírito de John Cage a cada som e silêncio da performance.


O alemão Frank Bretschneider, lenda da música e arte experimental, foi a última atração do Festival no Teatro do Sesc, com uma apresentação audiovisual viceral e pontente. Como um cirurgião, operou com precisão a construção de um espetáculo em que som e imagem tinham total sincronia. A parte musical dominada por interpretações próprias da música urbana global, como funk, hiphop, industrial e techno, saiam retorcidas e com um grave potente das caixas de som. Quando somadas às variações geométricas de círculos e quadrados em centenas de padrões, criaram uma viagem sinestésica eletrônica, digna de um mestre.
 

Multipalco do Theatro São Pedro - 9 de agosto


O último dia do evento aconteceu no Multipalco do Theatro São Pedro, a céu aberto. A ideia era levar para a rua um espectro amplo da produção eletrônica dançante. O DJ gaúcho Castelan, que passeou por Future Beats, house e downtempo, abriu a festa de encerramento do Festival. Logo após o francês High Wolf, que se apresentava pela primeira vez no Brasil, fez a apresentação mais inusitada do dia. Destilou padrões rítmicos complexos e sincopados e, acompanhado de sua guitarra melódica, criou um pequeno ritual afro-asiático na pista.

 

O sueco Baba Stiltz, também pisando pela primeira vez em terras brasileiras, animou a pista com uma mistura de batidas 4x4 cruas e gordas, hipnóticas e minimalistas, e outras festivas e expansivas. Todas pulsavam dos seus discos de vinil e balançavam junto com seus cabelos longos, em uma performance de palco que também fez parte do show. 

A última atração do festival foi o mineiro Zopelar. Cheio de equipamentos no palco, fez uma apresentação ao vivo de techno, uma das principais apresentações live do país. Energético, melódico, atemporal e orgulho nacional, fechou a segunda edição do Festival Kino Beat.


O 2º Festival Kino Beat foi uma realização do Sesc RS em parceria com o Kino Beat
Tudo isso não aconteceria sem nossos apoiadores:
Consulado Geral da França, 
Pejole

Ano que vem tem mais.

sábado, 8 de agosto de 2015

Terceiro dia de Festival

Hoje é o último dia de apresentações no Teatro do Sesc.

























Quem abre a noite é a dupla de Porto Alegre The Rise and Fall of Ice-Pick Lobotomy, composta por Carlos Ferreira e Valmor Pedretti Jr. lança o seu primeiro disco, intitulado “To Phineas, Without Love (or Hate) e faz sua primeira apresentação ao vivo, deste projeto que foi desenvolvido em estúdio durante o ano passado. Mediante procedimentos aleatórios e indeterminados, a dupla se utiliza de guitarras preparadas, pedais de efeitos, theremin, loopers, e texturas disparadas via laptop para criar música contemporânea.

















A última atração no Teatro do SESC é o alemão Frank Bretschneider que apresenta uma performance audiovisual que explora a música eletrônica abstrata e minimalista em sincronia com representações visuais da estrutura rítmica do som. Frank é um dos principais artistas experimentais da Alemanha, depois de estudar artes plásticas e inspirado por filmes de ficção científica, começou a fazer experiências com fita magnética, sintetizadores e guitarras modificadas em 1984, bem como explorar as possibilidades de intercâmbio entre a arte visual e a música por vários meios, tais como cinema, vídeo e gráficos de computador. Frank é fundador da gravadora Raster-Noton referência em música experimental em todo o mundo.

















3º dia de Festival Kino Beat
Dia 08 de agosto, sábado
@ Teatro do SESC 19h
Entrada Franca - ingressos serão distribuídos a partir das 18h (sujeito a lotação)

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Segundo dia de Festival

























Hoje acontece o segundo dia de Festival e quem a abre a noite é o porto-alegrense Pedro Dom, no show de lançamento do seu primeiro disco solo.

















No disco “Livre”, Pedro que é a mente por trás da banda O.C.L.A, mistura o erudito com o popular de forma fluída, seja tocando clarinete e piano, ou construindo as batidas. Pedro tem trânsito livre entre referências e formatos, que vão da música instrumental ao rap, do ambient e do jazz às trilhas sonoras. O disco conta com parcerias de Mamão, da consagrada banda de jazz funk Azymuth, Rapadura Xique Chico, expoente do rap brasileiro, além do trombonista solo da OSPA, José Milton Vieira.

















Quem encerra a segunda noite do Festival é o o mineiro Henrique Roscoe a.k.a HOL com a performance Synap.sys. O artista explora as sensações e sentimentos que de alguma forma passam pela memória, através de abstrações, imagens e sons que fazem parte do processo de formação destas lembranças que durante a vida moldam nossa personalidade e afetividade. Estes são os temas tratados nesta performance audiovisual executada ao vivo através de uma interface criada pelo artista.

2º dia de Festival Kino Beat
Dia 07 de agosto, sexta-feira
Teatro do SESC 20h
Entrada Franca - ingressos serão distribuídos a partir das 19h (sujeito a lotação)

Kino Beat @ Zero Hora

Nessa quinta-feira o Festival Kino Beat foi matéria no Segundo Caderno do Jornal Zero Hora:

























Para ler a matéria completa clique aqui.

Confira a entrevista com o curador e idealizador do Kino Beat no site da Zero Hora:




terça-feira, 4 de agosto de 2015

Wigh Wolf @ Kino Beat

Uma das atrações do evento de encerramento do 2º Festival Kino Beat é o francês High Wolf, que faz sons eletrônicos étnicos e transcendentais desde 2009, e é tão influenciado pela cultura brasileira que brinca ser do Amazonas em seu Bandcamp, mas agora que vem ao Brasil pela primeira vez — começa em Porto Alegre e depois toca em São Paulo e em Brasília.

Confira a entrevista com ele no LOFT55 e saiba o que esperar domingo.

























Para saber mais sobre a programação clique aqui

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Tem substituição no line do Festival Kino Beat


 O DJ Beduíno não vai mais fazer parte do lineup de domingo no Multipalco Theatro São Pedro, o motivo é nobre, um trabalho relacionado ao cinema que ele vai fazer nos Eua. Quem substitui é o DJ Castelan. Vem conhecer mais sobre ele no post do LOFT55


sábado, 25 de julho de 2015

Conheça o Multipalco do Theatro São Pedro

O Encerramento do Festival Kino Beat acontece ao ar livre e em clima de celebração no Multipalco do Theatro São Pedro. Sobem no palco:

15h - Castelan (DJ set - Poa)
17h - High Wolf (Live - França)
18h- Baba Stiltz (DJ set - Suécia)
 20h- Zopelar (Live - SP) 

Informações importantes:

A entrada é gratuita e a lotação será de acordo com a capacidade do local.
Haverá bar completo no local, (aceita cartão). obs. Será proibida entrada de bebidas no espaço.
Para confirmar presença e acessar mais informações clique aqui.





Não conhece o espaço? Vem que a gente te apresenta:

Durante as últimas décadas, o Theatro São Pedro ampliou para um importante espaço para a cena cultural porto-alegrense, o Multipalco São Pedro. Juntos, o Multipalco e o Theatro São Pedro formam um dos maiores complexos culturais da América Latina e ocupam um espaço de mais de 25 mil metros quadrados. São inúmeras as salas e teatros que formam o Multipalco, alguns dos quais são utilizados para oficinas, workshops e aulas de música que propiciam inclusão sociocultural.



















Praça Multipalco

Num total de 2, 9 mil metro quadrados, a Praça Multipalco, inaugurada em 2009, compõe o sétimo pavimento do complexo cultural e liga a Praça da Matriz, o Arquivo Público e a Assembleia Legislativa, além do próprio Theatro São Pedro, formando um grande espaço de lazer e cultura para toda a população. Neste ambiente estão localizados o Du’Attos Restaurante Multipalco e a Concha Acústica.

Concha Acústica


















Espaço para espetáculos ao ar livre, inaugurado em 2009, com capacidade para aproximadamente 700 espectadores, construída e idealizada em respeito à memória da antiga Concha Acústica Araújo Vianna – localizada ao lado, onde hoje encontra-se o prédio da Assembleia Legislativa.

Eco Telhado




















Presente no restaurante e nas áreas de recepção do Multipalco, o telhado verde tem como objetivo amenizar o impacto visual gerado pelo concreto e criar maior conforto térmico e urbano.

Visita 360º 

(clique aqui para fazer o tour 360º)



O Festival vai ter o encerramento no domingo, dia 09/08 a partir das 15h na área ao ar livre em clima de festa e celebração.

Informações importantes:

A entrada é gratuita e a lotação será de acordo com a capacidade do local.
Haverá bar completo no local, (aceita cartão).
Será proibida entrada de bebidas no espaço.
Em caso de chuva o local será alterado.
Para confirmar presença e acessar mais informações clique aqui.